Domingo, 20 de Agosto de 2006
Respondendo perguntas

Exercícios com pesos (musculação) faz mal a coluna e articulações?

     Ao jogarmos uma partida de voleibol, futebol, basquetebol, ou até, praticarmos o judô enfim, em qualquer desporto, existirão vários momentos nos quais estaremos colocando em risco a integridade da nossa coluna vertebral e articulações. Obviamente nestes momentos não estamos preocupados com a nossa coluna ou articulações.

     No caso da musculação, quando bem orientada, e é claro, por um Prof. de Educação Física (que por muitas das vezes não é) que deverá estar atento ao posicionamento do seu aluno ao executar um exercício, afim de evitar ao máximo qualquer tipo de lesão mio-ósteo-articular . Mas primeiramente, ao se entrar num ginásio, o aluno deverá executar uma Avaliação Funcional que provavelmente constará de uma Avaliação Postural. Esta avaliação inicial deveria ser obrigatória, porque é de suma importância na programação dos exercícios adequados e na determinação dos exercícios inadequados (que devem ser evitados).

     Musculação bem orientada, é uma das actividades mais seguras, e que menos mal faz a coluna vertebral, e dependendo do caso, pelo contrário pode ajudar na compensação de vários problemas posturais.

Francisco Sousa

É verdade que se aplicarmos crioterapia antes do US , a terapia poderá ser mais profunda?

Sim, pois o gelo faz com que as estruturas se comprimam, assim torna a menor absorção do US na superfície. A aplicação ultra-sónica consiste em provocar certo grau de aquecimento tecidual , portanto, decida-se: aquecimento ou resfriamento que queres objectivar . Caso utilize o Ultra-som após a crioterapia , utilize com efeito mecânico e menos térmico pulsátil ).

Que tipo de Ultra-som deve ser usado: pulsado ou contínuo?

Contínuo eleva mais a temperatura do tecido, e o pulsado diminui os efeitos térmicos;

Os efeitos não térmicos do US incluem a estimulação da regeneração dos tecidos moles e restauração óssea, aumento do fluxo sangüíneo, mudanças no metabolismo das células e promovem alívio da dor.

Observa-se que o modo contínuo aumenta a expansibilidade em estruturas ricas em colágeno, aumenta na mobilidade articular, diminui o espasmo e a dor, aumenta o fluxo sangüíneo e dá velocidade de condução nervosa, produzindo ainda, reações inflamatórias medianas (liberações histamínicas).

 

 



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Quinta-feira, 17 de Agosto de 2006
Avaliação Funcional em Ginásios

Formação na Academia Aerobic - Ilha do Governador - Rio de Janeiro (26/06/1993)

Prof. e Fisioterapeuta - Francisco Sousa (Formador)

"TESTE DE FORÇA"

"Realiza-se análise de regressão para cada exercício, sendo deduzidas equações para o cálculo do ICR (Índice de Carga Relativa).

Força Absoluta Kg )  = Força Relativa

Peso  Corporal

Peso Corporal   = ICR

Força Absoluta

Descrição do Estudo:

1) Amostra: 122 indivíduos, ambos os sexos, entre os 18 a 55 anos;

2) Exercícios selecionados: Flexão/extensão de braço, Puxada na barra, abdominal (fle.total do tronco) e agachamentos (completo);

Metodologia do Teste

- Carga máxima avaliada;

- Teste por repetição máxima;

- Pesagem dos pesos;

Foi estabelecida uma interdependência entre o > nº de repetições para cada exercícios e o ICR da musculatura envolvida;

ICR

- Barra = 46,28 - (nº de rep.) 

                       45,94

 Execução: braços na linha do ombro, pegada em pronação, angulação total e tem que passar o queixo.

- Flexão = 87,18 - (nº de rep.)

                             82,29

- Abdominal  = 281,42 - (nº de rep.)

                                     287,1

Execução: Braços cruzaods sobre o tronco e flexão do tronco completa;

- Agachamento = 212,58 - (nº de rep.)

                                      206,63

Execução: agachamento completo, mãos na nuca, quadril até o calcanhar";

Pesquisa - Prof. Wallace David Monteiro

COMPOSIÇÃO CORPORAL

"Não existe um método pereito"

Laboratoriais - Direto (dissecação)

                          - Indireto (contagem de k40 - potássio 40, densimetria, água - corporal total);

                          - Duplamente indireto (antropometria e impedância);

Gordura Corporal -   Essencial  (impossível de medir no interior da medula e estruturas);

                                     Armazenada (mede-se com compasso de dobras);

Massa Corporal Magra -  Peso ósseo;

                                              Peso residual;

                                              Peso muscular;

Gorduras:  - Andróide - caracteriza-se por apresentar > nº de problemas internos, cardíacos e diabetes e etc;

                    - Ginóide - Caracteriza-se por gordura não centralizada;

% de Gordura através da Perimetria

Vantagens: - Método barato, grande aceitação pelos alunos, correlacionamento com o método de laboratório;

Desvantagens: Medida associada com músculo e osso incoerente, não válido para muitos fortes ou magros (grande margem de erro);

% de Gordura através da Dobra Cutânea - Pollock

% Gord.  =  [(4,35 / Db ) - 4,5 ] x 100

Masc.- Densidade Corporal = 1,1093800 - 0,0008267 (x1) + 0,0000016 (x1)2 - 0,0002574 (x3)

Fem.- Densidade Corporal = 1,0994921 - 0,0009929 (x2) + 0,0000023 (x2)2 - 0,0001392 (x3)

        x1 = somatório D.cutânea ( peitoral + abdominal + coxa)

        x2 = somatório D. cutânea (tríceps + supra ilíaca + coxa)

        x3 = idade em anos

Fracionamento da Massa Magra

Peso Ósseo

PO = 3,02 (H2 x R x F x 400)0,712 kg

H = estatura em metros;

R = diâmetro biestilóide do Rádio em metros;

F = diâmetro biepicondiliano do Fêmur em metros;

Avaliação do Sistema Energético Aeróbio

Componente Central: Débito cardíaco e volume sistólico;

Componente Periférico: Diferença arterio-venosa;

OBS. O ergômetro deve respeitar estes componentes.

Características do teste:

Máximo: exaustão voluntária máxima (consumo máximo de  O2). O teste é interrompido por um sinal ou sintoma;

Submáximo: é interrompido por padrão pré-estabelecido em FC alvo em torno de 85 a 90% da FC máxima, ou de 170 bpm, por questão de segurança, ou por tempo estabelecido. (Ex: 3' e 6' de banco, ou bicicleta 10', etc);

obs: A freqüência cardíaca de recuperação não é o melhor parâmetro para se verificar o condicionamento do indivíduo.

Esforços:   Única Carga

                    Várias cargas

Presença ou Ausência de pausas:  Contínuo (mais utilizado em ginásios);

                                                                 Descontínuo;

Características dos Testes Submáximo:

1) Não são utilizados com objetivos diagnósticos;

2) são utilizados para estudos de grandes massas populacionais;

3) Utilizados para acompanhar o estado funcional de:

                                 - tenham submetidos a testes de esforço máximo (fim de diagnóstico);

                                - pessoas que não tenham que realizar diagnóstico (- de 35 anos);

4) 1 a 3 cargas geralmente;

5) Foram elaborados para deliniar FCs entre 110 e 150 bpm;

6) são mais comumente aplicados nos bancos e bicicletas;

7) Partem do princípio que um indivíduo mais treinado alcançará uma menor FC submáxima, padrão para qualquer nível de carga;

Obs: O Teste do Banco de Harward surgiu para observar o condicionamento físico dos soldados, se estes estavam aptos ou não para enfrentar a guerra;

Cuidados:

Bicicleta: - Calibragem

                 - Altura do banco e guidom;

                 - Pedaleiras;

                 - Velocidade da pedalada (ritmo);

                 - Volta à calma;

Banco: - superfície (áspera);

              - Ritmo de trabalho (pode ser gravada uma fita);

              - Mecânica do trabalho (extensão completa do joelho);

Tapete (esteira): - Adaptação;~

                               - Apoio dos braços no suporte (pode aumentar o valor do VO2máx. em 40%);

                               - Interruptor do teste (segurança);

                               - Volta à calma;

 

Bicicletas

TAURUS:  O coração bombeia o sangue em menor débito cardíaco, devido ao posicionamento dos MsIs, portanto a FC não é estimulada suficiente e há aumento da resistência para componente periférico, com isso, a sobrecarga para os MsIs é um pouco maior;

TESTE DE FRED KASH

Teste Submáximo - protocolo consiste em subir 3' em banco de 30 cm de altura, ritmo de 24 subidas por minuto (96), a FC é aferida após a interrupção;

PROTOCOLO DE NAGLE ET AL

Teste de Banco e Máximo - subir 30 vezes por minuto, o teste inicia-se com 12 cm para homens e 8 cm para mulheres. A cada 2' aumentar a altura do banco em 4 cm, considera-se como carga final a última completada.

VO2máx = 0,875 x altura (cm) + 7,00 (mlKg-1min.-1)

PROTOCOLO CELAFISCS

Bicicleta - submáximo

1) Duração 8' = 2 cargas após 4 minutos;

2) Ritmo = 50 rpm (pedalada - 18 vel.);

3) Carga para o teste: 

                  - 1ª carga - Criança e sedentário = 25 w

                                    - Atletas e jovens = 50w

                  - 2ª carga - 4% do peso corporal - expresso em Kg

4) 2º minuto : FC < 120 bat/min. -  + 25 w e volta a executar os 4 minutos;

5) Cálculo do VO2máximo = FC final

Obs: Bicicleta Monark: Cada ponto Kp corresponde a 12,5 w;

 

TESTE DE PISTA (Campo)

Cooper 1,5 milha: VO2máx. = D (m) x 60 x 0,2 + 3,5

                                                            duração (seg)

Cooper 12 minutos (clássico):    VO2máx.  =  D (m) -  504

                                                                                       45

Teste 1600m (1 milha):

Tempo (min.)                  /        Classificação       /      VO2máx. ml Kg .min.

20:00 a 14:30                 /                 1                     /           22 a 28

14:30 a 12:00                 /                 2                     /           28 a 32

12:00 a 10:00                 /                 3                     /           32 a 28

10:00 a 08:00                 /                 4                     /           38 a 46

08:00 a 06:30                 /                 5                     /           46 a 55

06:30 ou menos            /                 6                     /           55 acima

Caminhada 1600 m

VO2máx. = 132,853 - (0,0091 x PC) - (0,0257 x idade) + (0,5955 x sexo) - (0,224 x t1) - (0,0150 + FC1 - 4)

PC = Peso Corporal

I = Idade

Sexo = zero para mulheres e 1 para homens;

t1 = tempo para caminhada de 1 milha, enunciado em minuto e centésimo de segundo);

FC1-4 = FC em bpm, no final dos últimos 400m;

Interpretação dos Resultados

- População avaliada;

- Hereditariedade;

- estado de Treinamento;

- Sexo;

- Ergômetro utilizado;

- Objetivos com a prescrição de exercícios;

 

Teste para o Limiar Láctico (Anaeróbio)

     4 mM/l (lactato) foi preconizado como limiar láctic, porque verificou-se que ao chegar a este limiar de lactato, após esta unidade, há um aumento abrupto de lactato, e está correlacionado mais ou menos em trono pra sedentário na FC 140bpm e em treinado Fc 180bpm;

Aproximadamente: - menor de 2mMol/l  =  110 a 140 bpm (aeróbio);

                                   - + ou - 2 mMol/l  =  140 a 160 bpm (endurance extensivo);

                                   - 3 a 4 mMol/l  = 160 a 180 bpm (endurance intensivo);

                                   - 4 a 10 mMol/l  =  > 180 bpm (intervalado anaeróbio);~

 

Teste dos 3200 m

VO2máx. =  118,4  -  4,77  x (tempo nos 3200m)

VO2máx. (2,0 mMol)   =   118,8  -  4,867  x  t

VO2máx. (2,5 mMol)   =  108,05  - 4,432  x  t

VO2máx. (4,0 mMol)   =  122,0  -  5,130  x  t

              

 Velocidade máxima  =  498,0  -  18,84  x  t

Vel. 2,0 mMol  =  497,3  -  21,56  x  t

Vel. 2,5 mMol  =  504,4  -  21,54  x t

Vel. 4,0 mMol  =  509,5  -  20,82  x  t

 Vel.  = velocidade de treino

mMol = MiliMol (concentração de ácido láctico)

VO2máx. = ml . Kg -1. min-1

Potência Anaeróbia  (10 saltos)

AAPU  =  Distância  x  Peso Corporal

                               tempo

RAPU  =         AAPU        

                     Peso Corp

AAPU = Unidade Absoluta de Potência Anaeróbia

RAPU  = Unidade Relativa de Potência Anaeróbia

 

TESTE DE COOPER

Metros / min. = 5 VO2 - 30 (segundo Margaria)

VO2máx.  =  distância  -  504,09            (segundo LABOFISE)

                             44,78

Metros  =  5  .  tempo  (VO2  -  6)         (segundo Cooper)

Pulso máximo. O2  =         VO2máx                 

                                         FC. máx no teste    (Avalia a quantidade de O2 absorvida em cada sístole)



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Domingo, 13 de Agosto de 2006
Fisioterapia no Futebol Sénior

Planejamento do setor de fisioterapia que apresentamos a seguir foi elaborado por Rafael Gatto (Fisioterapeuta do Sport Club Lamego) e Francisco Sousa (Fisioterapeuta e Prof. de Educação Física), para o Sport Club Lamego no período 2006/2007.

Informações adicionais

     Quanto custa ao clube, tanto em resultados e financeiramente, um atleta parado por lesão? Segundo Ekstrand , 75% das lesões são evitadas com a supervisão do fisioterapeuta. A fisioterapia do Sport Club Lamego atende todos os atletas da agremiação, tanto na equipe de juniores, quanto aos da equipe principal.

     Actuação do fisioterapeuta desportivo se dá através dos seguintes itens , que acompanham o o planeamento de Treinamento Físico:

- Avaliações periódicas;

- Planeamento ;

- Acompanhamento dos treinos e jogos;

- Recuperação clínica no clube (materiais disponiveis no clube, juntamente com os portáteis dos fisioterapeutas);

- Sala de musculação;

- Cinesioterapia;

     O fisioterapeuta atua utilizando-se de avaliação específica para identificar e traçar a conduta fisioterapeutica adequada a cada caso, através do emprego de métodos, equipamentos e atuações exclusivas e próprias da sua área de atuação.

     Além, da avaliação do percentual de gordura corporal, com o método indireto das dobras cutâneas e controle do cardápio alimentar durante toda a época, incluindo alimentação de recupração e suplementação glicídica pré-competitiva.

Parâmetro do trabalho realizado

1 - Incidência de lesões no futebol;:

2 - Mecanismos e etiologias;

3 - Estabelecer métodos preventivos;

4 - Comparar com o primeiro passo;

 ( Mechelem - Holanda / 1987)

     O sector adotou como parâmetro de trabalho o esquema acima apresentado: os profissionais fizeram um levantamento das lesões da época anterior; identificaram quais eram os seus fatores causais; trabalharão na prevenção e, após, o término da época observarão os resultados e reiniciarão novo processo.

Principais lesões no futebol

     Conforme o levantamento realizado no sector de fisioterapia do clube e bibliografia encontrada, as lesões que mais acometem os atletas de futebol.

     Existem variações quanto ao solo da qual é praticado o futebol (1ª distrital de Viseu);

Relva Sintética: Entorses tornozelo, entorses joelho e queimaduras;

Careca: contusões, entorses tornozelo e joelho, região inguinal, fasciítes e lesões musculares;

Relva: lesões musculo tendíneas, joelho e tornozelo;

Quanto as posições táticas dos joadores:

- Goleiro (guarda-redes): cotovelo e joelho;

- Zagueiros (centrais): joelho e coxa;

- Laterais (alas): região inguinal e pé;

- Meio-campistas: joelho e tronozelo;

- Atacantes: região inguinal e tornozelo;

- Centroavantes (avançados): face e perna;

  Cinesioterapia

    O carro-chefe da fisioterapia é a cinesioterapia, que envolve tudo que for relativo aos movimentos. Portanto, mais do que realizar massagen, colocar aparelhos elétricos e aplicar injeções, a recuperação através de exercício é o mais indicado, com melhores resultados de breve recuperação do atleta, e só poderá ser realizado por profissionais que entendam desta matéria -  O FISIOTERAPEUTA.

     Equipamentos necessários: dinamômetro isocinético computadorizado Cybex (grandes clubes),  aglomerados de musculação, exercitadores de treinamento proprioceptivos.

     É conveniente que o sector de fisioterapia tenha à disposição uma variedade de aparelhos, pois cada organismo responde melhor a um determinado tipo de equipamento. Outra vantagem é que o jogador é estimulado em sua recuperação, sem perceber a rotina dos exercícios. Por isso, quanto maior forem as condições de trabalho que um clube puder oferecer, melhor será o resultado obtido. 


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publicado por fisio100 às 18:18
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Tratamento da Fasceíte Plantar

   

Prof. Educação Física e Fisioterapeuta

Fasciíte Plantar Fasceíte Plantar)

  O distúrbio pode ocorrer devido a marchas prolongadas, mudança nos calçados (lisos, como as sandálias no período de verão - Europa) ou atletas com actividades desportivas intensas.

      A Fáscia Plantar é uma aponeurose fibrosa com várias camadas, que se origina no processo medial da tuberosidade do calcâneo e se insere nas articulações metatarsofalangianas (sola do pé).

     Surgem microrrupturas da Fáscia e algumas se afastam da inserção fascial . Surge, assim, a Fasciíte Plantar, expressão abrangente, quase sempre para descrever uma dor no arco proximal e no calcanhar. Seu diagnóstico clínico, e podemos observar também em radiografias um esporão de calcâneo calcificação no calcanhar). Acomete indivíduos adultos de ambos os sexos, geralmente com mais de 40 anos de idade e em aproximadamente 20% dos casos bilateral.

Mecanismos da Lesão

     Vários estudos apontam para os distúrbios anatómicos e biomecânicos como possíveis causas da Fasciíte Plantar. Destacamos entre os quais, a diferença de membros inferiores (caso unilateral), pronação excessiva da articulação subtalar , falta de flexibilidade do arco longitudinal e rigidez do complexo Gastrocnêmio-Sóleo Panturrilha ). O uso de calçados sem suporte suficiente para o arco do pé e o tamanho aumentado do passo, durante a corrida em alguns atletas, são, também, causas possíveis de Fasciíte Plantar.

     A dor eventualmente desloca-se para o centro da Fáscia Plantar. Ela é especialmente problemática ao se levantar pela manhã ou ao descarregar o peso após um longo período sentado, entretanto, a dor regride após alguns passos e aumenta na dorsiflexão forçada dos dedos e do ante-pé

Considerações para o tratamento

    O importante, durante o tratamento convencional, fazer o ajustamento biomecânico da lesão. as órteses são bastantes úteis na resolução deste problema. Uma alternativa é a calcanheira e/ou palmilha de silicone, facilmente encontradas no mercado. Caso não seja eficaz, faz-se uma palmilha termomoldável a partir do molde neutro do pé. O uso de calçados com calços elevados em + ou - 2 cm, também ajudam a regredir o quadro álgico.

     Outro aspecto que deve ser observado é a escolha do calçado. O pé pronado (pisada para dentro)m precisa de estabilidade e firmeza para reduzir o movimento excessivo. O calçado ideal para o pé pronado deve ser menos flexível e oferecer um bom controle do retropé (calcanhar). Já o pé supinado (pisada para fora), prefira então os calçados com mais amortecimento e mais flexíveis.

     Após o ajustamento biomecânico da lesão, utilizaremos recursos da fisioterapia. A crioterapia (fase aguda), reduz a necessidade metabólica na área em vasoconstricção , importante para a diminuição do quadro álgico, em combinação podemos utilizar o ultra-som pulsátil micromassagem celular) com seu efeito mecânico e não térmico. A massagem em todo arco plantar com alongamento da Fáscia Plantar, sem esquecer do tendão calcâneo (Aquiles) e o TENS "convencional".  Os antiinflamatórios não esteróides necessários para controle da inflamação, diminuindo a síntese das prostaglandinas .

     Após o período inflamatório agudo, etapa de regeneração, utilizaremos o Ultra-som contínuo, agora para aumentar a chegada de nutrientes ao tecido lesionado, além da termoterapia (parafina, parafango , calores húmidos , etc ), correntes eléctricas como a galvânicas iontoforese ) e/ou diadinâmicas . É, fudamental , manter os alongamentos da Fascia e Tendão Calcâneo , juntamente agora, com mobilizações do calcanhar para aumentar a mobilidade, acrescentar exercícios de fortalecimento para Panturrilha e anterior da perna, bem como para os artelhos.

     Outras medida a ser adoptada são os exercícios de propriocepção, retornando em alívio da dor e recuperação total dos movimentos.

     O atleta não deve interromper o treinamento, entretanto, a modificação da actividade é necessária, como exemplo: bicicleta estacionária, natação, musculação, etc. . Tão logo possamos reiniciar com a corrida de preferência na grama (relva), lembrando sempre que a calcanheira deverá ser utilizada também.

    Devemos salientar que uma boa avaliação é importante, e que o tratamento deverá ser melhor. 

     Procure sempre uma orientação profissional.

     Portanto Dr, de nada vale um grande esforço, para realizar um excelente diagnóstico, se não houver um profissional capacitado para realização da terapêutica.

     FISIOTERAPIA é com FISIOTERAPEUTA

   



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Sábado, 12 de Agosto de 2006
Primeiros Socorros

III Workshop - Academia Aerobic - Ilha do Governador - Rio de Janeiro - 20 / 09 / 1989

Formador - Francisco José e Sousa (Fisioterapeuta e Prof. de Ed. Física)

Lesões Músculo-esqueléticas

Cãibras:   - Contrações involuntárias com acumulações de Ácido Lático;

                  - Hipercalcimia ou Hipocalcimia (distúrbios do cálcio);

                  - Distúrbio do potássio (alterando o rítmo de concentração, por dificuldade de repolarização);

                  - Baixa circulação local, por nível de vasodilatação baixa, pela não adaptação do indivíduo, havendo aumento do Ácido Lático e aumento da viscosidade com diminuição da elasticidade para haver melhor contração;

 Recursos: TTo, alongamento de imediato até seu estado normal, repouso, porque a transformação é metabólica.

Hipertensão Arterial

PA sist.     +    20 mmHg      =    PA diast.

    2

Ex: PA sistólica = 160 mmHg ( PA diastólica deverá ser  = 80 até 100 mmHg)

     A importância entre a PA sistólica e diastólica é fundamental para se verificar a hipertensão.

     Com a atividade física, a variação de PA sisttólica para chegar a 20 a 40 mmHg e a diastólica 10 mmHg. A diastólica não sobe muito devido a vasodilatação sistêmica, principalmente a periférica.

     A PA limítrofe para se executar uma atividade física seria entre:

- PA sistól.  = 140 a 165 mmHg;

- PA distól. = 100 a 110 mmHg;

Hipotensão Arterial

     Sintomas idênticos ao da hipertensão arterial, com o diagnóstico exclusivo pela variação da PA.

Diabétes Mellitus

     Atividade aeróbia para facilitar o fluxo sangüíneo (entre 70 a 85 % da FC máxima).

- Aumento de glicose na célula (sistêmico);

- Diminuição da insulina sistêmica;

- Aumento da vascularização, vasodilatação e aumento da nutrição celular;

Procedimentos Ergogênicos

     Recursos que visam melhorar o rendimento do trabalho físico, melhorando a "performance".

     Ergo (força), o próprio treinamento é um processo ergogênico. Os recursos ou procedimentos ergogênicos, para aumento da capacidade física são: Treino físico, aclimatação e dopping.

Tipos de procedimentos ergogênicos:

- Reinfusão de hemácias: dopagem sangüínea, retira-se o sangue e a recolocação com 250 ml de papa de hemácia com soro fisiológico, de 1 a 2 dias antes da competição. Na competição o atleta terá maior nº de hemácias e com melhor captação de oxigênio;

- Inalação de oxigênio (grandes altitudes);

- Modificação na ingesta de glicídios - depleção e sobrecarga glicídica pré-competitiva;

- Eletroestimulação;

- Agentes farmacológicos:

Estimulantes - simpaticominéticos (supressão da fadiga e atividade em geral);

                         - Anticolinesterásicos (supressão da fadiga ao nível da placa motora, liberação da acetilcolina, destruição pela colinesterase);

                         - Narcóticos: analgésicos (morfina);

                         - Diuréticos: diluí o agente farmacológico, mascarando o dopping, diminui o peso padrão;

                         - Betabloqueadores: diminuir os batimentos cardíacos para não atrapalhar a concentração no tiro e arco-flecha;

                         - Esteróides anabólicos: derivados dos grupos químicos, são lipídios especiais, Córtex andrenal e gônadas;

                         - Anticoncepcionais: efeito anabolizante;

Esteróide Anabolizante

Efeitos associados:

- Ruturas dos padrões de crescimento, alterações vocais, acne, desenvolvimento clitoriano e alterações do cíclo menstrual (mulheres);

- Distúrbios hepáticos, alterações nos testículos e diminuição da espermatogênese (homens);

- Alteração no metabolismo dos glicídios e lipídios;

- Aumento da tendência de lesões e traumatismos dos ligamentos e tendões;

Ainda como fatores ergogênicos:

- Dieta: proteínas, fosfatos, lecitina, vitaminas e germem de trigo;

- Música, aromas e luzes;

- Hipnose;

- Treino em grandes altitudes;

 

 

 

 



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