Domingo, 31 de Março de 2013
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Histórico Profissional - Francisco Sousa

 

Prof. de Educação Física

- Formação em Educação Física na Escola Superior de Educação Física de Volta Redonda – Rio de Janeiro – Brasil, Dez. / 1984;

- Estagiário de Ed. Física na Câmara Municipal de Volta Redonda – Rio de Janeiro – Brasil – Jan. / Dez. 1984;

- Auxiliar de Preparação Física no Volta Redonda Futebol Clube – 1ª Divisão do Estado do Rio de Janeiro (categoria – juniores) em 1983;

- Auxiliar de Preparação do Siderantim Esporte Clube – 2ª Divisão do Estado do Rio de Janeiro (categoria – juniores) em 1984;

- Preparador Físico da Associação Atlética Portuguesa do Rio de Janeiro – 2ª Divisão do Estado do Rio de Janeiro (categoria Adulta) em 1985;

- Prof. e Coordenador de Educação Física (ginástica aeróbica, step e musculação) em diversos Ginásios do Rio de Janeiro – Brasil: Club Sauna (1985 a 1988), Academia de Ginástica Aerobic (1988 a 1994), Academia de Ginástica Ozônio (1990 a 1995), Academia de Ginástica Ipon (1990) e Nevada Praia Clube (1989);

- Prof. de Educação Física em Ginásios portugueses (ginástica localizada, aeróbica, step, Avaliador físico e musculação): Instituto Kosmos (2000 a 2004), Régua Gym (2000 a 2005), Gymnocastro (Castro Daire – 2005) e AgraClub – Fitness Center (Trofa – 2006);

– Avaliador Físico do Ginásio Londrino (Lamego – 2004 e 2005);

- Prof. e Coordenador do Programa Metropolitano de Condicionamento Físico e Avaliação Física da Associação Cristã de Moços (Mocidade) (YMCA) do Rio de Janeiro – Brasil (1990 a 2000) (Avaliação Física, Ginástica, Hidroginástica e Musculação);

- Introdutor da Metodologia Metropolitana da YMCA – Rio de Janeiro de Periodização na Ginástica em Grupo, com a finalização do livro “Periodização na Ginástica”.

- Várias formações no Brasil e Portugal na área do fitness;

- Prof. de Educação Física do Ensino Básico da Câmara Municipal da Trofa (2006);

- Actualmente prof. do Ginásio Corpore (Açores - Ponta Pelgada);

- Juiz de Ginástica Aeróbica Desportiva (Federação de Ginástica de Portugal) desde 2008;

 

 

 

Fisioterapeuta

- Formação na Faculdade de reabilitação da Associação Social da Criança Excepcional (FRASCE) – Rio de Janeiro – Brasil – (1990 a 2000);

- Director do Gabinete de Fisioterapia na Ilha do Governador – Rio de Janeiro, Brasil (1995 a 1997);

- Estágios em algumas Clínicas do Rio de Janeiro: Clínica Orthos, Sotil (Sociedade Ortopédica e Traumatológica da Ilha do Governador) e Clínica Centrotrauma;

- Fisioterapeuta do Jequiá Iate Clube, Basquetebol da 1ª Divisão (categoria adulta) do Estado do Rio de Janeiro (1992 a 1995);

- Fisioterapeuta da Associação Atlética Portuguesa do Rio de Janeiro, Futebol (categoria adulta) na 1ª divisão do Estado do Rio de Janeiro (1991);

- Fisioterapeuta da Associação Desportiva Castro Daire, Futebol (categoria adulta), 3ª divisão Nacional Portuguesa (2004/2005);

- Fisioterapeuta da Policlínica Nossa Sra. dos Remédios – Lamego, Portugal (2000 a 2003);

- Fisioterapeuta da Clínica Douralto – Peso da Régua, Portugal (2003 a 2005);

- Formador no Curso de Ajudante de Fisioterapeuta e Hidrobalneoterapia, Termas do Carvalhal, Castro Daire – Portugal (2004);

- Formador no Curso de Ajudante de Fisioterapeuta e Hidrobalneoterapia, Termas de São Pedro do Sul – Portugal (2005);

- Director técnico da Optiforma – Centro de Estética e Fisioterapia do Cartaxo – Portugal (2005);

- Fisioterapeuta do Gabinete de Fisioterapia de Castro Daire – PREVINE (2005);

- Fisioterapeuta Coordenador da Açorclínica – Clínica de Reabilitação Física e Medicina Desportiva, Clínica Bom Jesus - Ponta Delgada – Açores. (2005 / 2006);

- Fisioterapeuta responsável da Clínica de Reabilitação Física Mónica Duque – Valongo (2006);

- Actualmente Fisioterapeuta da Açorclínica - Clínica de Reabilitação Física e Medicina Desportiva, Ponta Delgada, Açores - Portugal, desde 2007;



publicado por fisio100 às 17:07
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Terça-feira, 2 de Outubro de 2007
PERIOSTITE DO TIBIAL ANTERIO / POSTERIOR (Shinsplint – Shinpain)

                -Dor/inflamação da inserção do tendão do músculo ao periósteo;

                - Dor surge de forma progressiva e, por isso, diferencia-se da distensão muscular;

               

Causas:

- Sobrecarga da articulação sobre a superfície irregular ou dura;

- Desequilíbrios posturais (queda da arcada plantar ou aumento);

- Esforços anormais ou errados;

- Alterações circulatórias locais;

- Hipertonicidade dos músculos Sóleo e Gastrocnêmio;

- Hipotonicidade muscular anterior;

 

Como controlar:

- Ela pode ser controlada durante a evolução inicial, se o atleta conseguir executar as atividades com o tornozelo um pouco em Dorso-flexão (DF);

- Uma outra forma de evitar essa evolução, é a execução de exercícios de flexibilidade dos músculos Gastrocnêmios e Sóleo durante a prática do esporte;

 

Tratamento:

Objetivos: - Eliminar a dor e a inflamação, restaurar o equilíbrio e a função local;

 

Manutenção e Educação Espotiva:

                - Alongar os músculos: Tibiais, ísquios-tibiais, Sóleo e Gastrocnêmios antes e após treinos e jogos;

                - Crioterapia (massagem com gelo de 5 a 10 minutos de aplicação local, após os treinos e jogos);

 

Atendimento fisioterápico:

 

Fisioterapia

tempo

observações

Calor úmido (longa duração)

± 30 minutos

↑ circulação e melhorar ٱ álgico

Massagem Gastroc/Tibiais

Ativar circulação

Evitar fricção forte local

Ultra-som

5 min. para cada

 

Ionização ou Tens

± 20 minutos

Dor e inflamação

Alongamentos

30 seg por 30 seg (evoluir para 1 minuto)

repetir 4 x cada

Ísquios-tibiais

Quadríceps

Gastrocnêmios

Sóleo

Tibiais (pé virado prancha)

Exercícios

10 repet para cada

Andar em várias posições

Reforço isotônico dorso-flexão

Reforço isométrico dorso-flexão

Evoluir

Bicicleta estacionária

 

 

FNP para resistência

 

Esfriar (crioterapia)

15 a 20 minutos

Somente após a fisioterapia

 

Cuidados:

- Erro comum é de friccionar o local com força, ou até com a Massagem Transversal Profunda;

- Manter todo o membro inferior em treinamento de flexibilidade;

- Elevar o salto do calçado na vida diária, evitar esforços desnecessários;

- Utilizar calçados próprios para corrida (amortecimentos);

- Executar os treinamentos, preferencialmente, em superfícies não duras;

- Verificar a possibilidade de utilização de palminhas especiais e/ou ligaduras funcionais para treinos e jogos;

 

                Como podemos observar, o tratamento da Periostite deve seguir uma regra bem definida, pois do contrário o processo de recidivas é quase que certo. E não devemos nos esquecer de que quando ocorrer novamente os desequilíbrios na parte baixa do membro inferior (perna) a dor com certeza retornará.

  



publicado por fisio100 às 01:09
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Crioterapia - somente vasoconstrição

I - EFEITOS CIRCULATÓRIOS DA TERAPÊUTICA DO FRIO

 

Uma grande porcentagem (quase total) da literatura profissional, nos leva a crer que as estruturas do corpo humano reage a aplicações do frio, tanto com uma vasodilatação (vd), quanto com uma vasoconstrição (vc). Com tantos materiais, parece que não existem dúvidas de que a resposta inicial é uma vasoconstrição, que tem início após a aplicação do frio, e que tem como principal objetivo o de consevar calor do corpo. Temos muita confusão, porém, no que diz respeito à vasodilatação induzida pelo frio. Na literatura profissional temos duas definições de vasodilatação, muitas opiniões de quando ela ocorre, e nenhuma informação direta sobre sua magnitude. Recentemente, em pesquisa realizada na Universidade do Estado de Indiana (Laboratório de Pesquisa sobre Lesões Esportivas, 1991), falou-se que a vasodilatação não ocorre durante a aplicação terapêutica do frio.

Fluxo sangüíneo, no tornozelo, durante e após três condições de Tº (pacote quente, pacote frio, controle). Não houve vasodilatação e o fluxo sangüíneo médio durante os 25 minutos de aplicação, e por todo o período de 45 minutos foi maior com a aplicação do calor.

 

Resposta Circulatória

            A resposta circulatória inicial é a vasoconstrição. O fluxo sangüíneo na área é diminuído através da imersão em água fria e aplicação de pacotes frios.

 

a)     Vasodilatação pelo Frio:

É um termo que tem sido aplicado para dois fenômenos diferentes, descritos por Lewis:

1 – Resposta Hunting ou Resposta de Caçador, durante a aplicação do frio;

2 – Efeito secundário ou aumento no fluxo sangüíneo que poderia ocorrer após a aplicação;

            Lewis observou que, imediatamente após a imersão de um dedo de água gelada, há um decréscimo agudo na sua temperatura (Temperatura do dedo durante a imersão em gelo picado. As oscilações na temperatura durante a aplicação são chamadas de “Reação de Caçador”). Após 8 a 16 minutos a Tº começa a aumentar. Isso era seguido por um padrão não rítmico de aumento-diminuição com uma periodicidade de 10 a 36 minutos. A essas oscilações, chamadas de “Reação Caçador”, ocorriam entre 2 a 12ºC, que está muito abaixo da Tº normotérmica do dedo (30 a 34ºC). Lewis atribuiu essas oscilações na Tº à vasodilatação. Mais tarde, os pesquisadores assumiram que a “Reação de Caçador” era um fenômeno circulatório.

                Pensemos juntos: se Lewis considerou como sendo vasodilatação as oscilações de Tº entre 2 a 12ºC, devemos considerar que a vasodilatação só poderia ser considerada como tal, se a Tº ultrapassasse o limite da Tº pré-imersão. Concluímos então, que a vasodilatação só deve ser considerada quando a Tº durante a aplicação ultrapassar à Tº pré-aplicação.

                Lewis observou que, após a remoção do dedo da água fria, havia um aumento abrupto na sua Tº (dedo), a um ponto muitos graus acima da Tº do dedo controle. A isso ele denominou de vasodilatação. Aqui, Lewis cometeu mais um engano pois, o dedo controle, por estar exposto a um ambiente frio ou perto do tanque frio, estava com uma Tº mais baixa do que seu dedo normal, ou seja, a ± 19ºC, muito longe da Tº normal do dedo (30 a 34ºC), e quando o dedo foi retirado da água fria a sua temperatura subiu para 28ºC, que ainda era mais baixa do que a Tº pré-imersão ou dedo controle.

                A vasodilatação foi alvo de muita atenção na literatura fisiológica, incluindo longas e exaustivas revisões. É até difícil contrapor-se contra uma situação tão imensa de evidências. A pesquisa envolvendo mudanças de Tº tem sido descartada porque, Tº e fluxo sangüíneo não estão relacionados quantitativamente. E a pesquisa sobre fluxo sangüíneo utilizando calorimetria tem sido questionada por razões metodológicas. Os métodos calorimétricos medem a perda total de calor pelo fluxo sangüíneo. O calor também é liberado (ou absolvido se o aquecimento estiver envolvido) quando a capacidade termal do tecido muda devido a mudanças na Tº média do mesmo (tecido). A não ser que o tecido seja mantido em um estudo constante de Tº durante as medidas, essa última vai obscurecer o calor devido à circulação. Uma vez que o estado fisiológico é uma das transições contínuas durante grande parte de pesquisa sobre o frio, os resultados dessa pesquisa são suspeitos.

Figura ilustra a imersão dos dedos em água fria, cujo local, segundo Lewis, ocorreria o efeito “Hunting” ou a Vasodilatação, fato que nos prova o erro de medida metodológica

 

Discordâncias Sobre os Efeitos do Frio

            Já foram colocadas inúmeras evidências sobre a vasodilatação e vasoconstrição. Aqueles que aceitem a teoria da vasodilatação devem explicar como as aplicações do frio podem causar tanto vasodilatação, quanto vasoconstrição, e quando cada uma ocorre. Muitos estudos clínicos tentaram explicar essa confusão, conotando que o frio causa uma vasoconstrição inicial, e então, uma vasodilatação posterior. Eles defendem a aplicação do frio por vários períodos de tempo, dependendo do resultado pretendido. Vamos dar um exemplo: No tratamento imediato (controle de Edema), eles recomendam a remoção do pacote de gelo antes que ocorra a vasodilatação. Durante a fase de reabilitação (fase funcional) eles recomendam aplicações longas, as suficientes para se conseguir um aumento da circulação através da vasodilatação reflexa. Eles têm, porém, várias opiniões a respeito de quando a vasodilatação ocorre, variando de 1 a 30 minutos. Outros declaram que a vasodilatação ocorre após a remoção do frio. Essa contradição nos traria um grande problema durante o tratamento imediato (agudo).

            Se há um aumento no fluxo sangüíneo após a aplicação do pacote frio, os benefícios do fluxo diminuindo durante a aplicação seriam cancelados. Sendo assim, nós não teríamos resultados terapêuticos com o uso do frio.

 

História da Criocinética

            O uso das aplicações do frio na reabilitação de entorses e contusões parece ter começado no Hospital do Exército Brooke no início dos anos 60, muito embora Mead, Knott e seus colaboradores tivessem usado aplicações de frio para tratamento em desordens espásticas nos anos 50. Os primeiros relatos do grupo de Brooke, foram de Grant e hayden, um grupo médico-fisioterápico tratando de soldados com lesões musculo-esqueléticas sofridas durante o treino básico. Em artigos separados eles relataram um novo método de tratamento que chamaram criocinético, significando frio + exercício.

O procedimento usava massagem de gelo ou imersão dependendo da área) para anestesiar a parte do corpo lesada. Isso tinha duração de 3 a 20 minutos e cessava quando o paciente apresentava adormecimento. O grau de anestesia não foi relatado, porém não era de adormecimento completo como causado por injeção de procaína. Feito isso, a parte do corpo era submetida ao exercício físico ativo (voluntário). Se (ou quando) houvesse desconforto, o gelo era reaplicado. Cada tratamento consistia de 5 a 6 séries de exercícios alternados com aplicações de gelo. Hayden relatou que todos, menos três de um total de 1000 soldados retornaram ao dever dois dias de tratamento com criocinética, mas não deu nenhuma teoria para o seu sucesso.

Staft relatou que mais de 80% de 7000 pacientes foram liberados para atividade normais com menos de 3 tratamentos formais. Ele postulou que o movimento iniciado mais cedo e a restauração da função normal na área envolvida eram a chave para a melhora sintomática, e que o uso do gelo era simplesmente um adjunto usado para aliviar a dor e permitir esse movimento mais cedo possível.

Desde os relatos de Haydem e Grant, Hospitais fisioterápicos e treinadores atléticos têm declarado que sentiram um grande sucesso no uso da criocinética.

Moore e outros apresentaram estudos de casos, durante a reabilitação de lesões esportivas com a crocinética, e discutiram mecanismos possíveis que respondessem pela reabilitação mais rápida com o uso da criocinética. Eles declararam que o exercício era de capital importância para o sucesso da criocinética. Mas também introduziram a idéia de que a vasodilatação poderia estar envolvida, mesmo achando que a resposta não estava completamente entendida, e que eles tinham sido incapazes de achar evidências aplicáveis para dar uma razão fisiológica adequada para a criocinética.

Knight e Londeree tentaram substanciar a ocorrência de vasodilatação a criocinética, medindo o fluxo sangüíneo (com plestimografia) do tornozelo durante seis combinações de calor, frio e exercício. Não havia vasodilatação de fato, apenas o contrário; fluxo de sangue diminuído durante uma aplicação de pacote frio de 25 minutos, e permanecia diminuído por 20 minutos após a aplicação.

 

Vasodilatação – Porque não Acreditar?

            Foram citados 5 pontos principais para sustentar a evidência da vasodilatação durante aplicações terapêuticas do frio.

1)     Pesquisa de Lewis;

. Efeito secundário;

. Resposta de Caçador;

2)     Pesquisa de Clarke;

3)     A sensação de calor que ocorre durante a aplicação ao frio;

4)     Aplicações do frio com a “vermelhidão” do tecido;

5)     A reabilitação é mais rápida com a criocinética do que a termoterapia. Já que a termoterapia promove a cura aumentando o fluxo sangüíneo, também deveria acontecer com a criocinética;

 

1)     REVISÃO DO EFEITO SECUNDÁRIO DE LEWIS.

Embora Lewis tenha elaborado o termo vasodilatação, seus dados não podem ser usados para sustentar sua ocorrência durante aplicações terapêuticas do frio. Primeiro, Lewis media Tº e não fluxo sangüíneo. Eles são relacionados, mas não quantitativamente. Segundo, a obra de Lewis tem sido mal interpretada. Lewis relatou uma série de experiências individuais, em que os dados não foram combinados e nem estatisticamente analisados.

A experiência típica é a que envolve um dos dedos. Com os dedos adjacentes servindo de controle. Os dedos descansam em uma plataforma de cortiça sobre um béquer de água gelada. O dedo experimental é então imerso na água através de um orifício na cortiça. O segundo dedo é imerso em água a 7ºC por 15 minutos. 10 Minutos após a imersão, o dedo experimental estava 10ºC mais quente que o dedo controle. Permaneceu nesse nível por 10 minutos e então voltou gradualmente até o controle; porém, ainda estava 2ºC acima do controle uma hora após a imersão.

Muitos pesquisadores aceitaram esses dados como uma base forte para a vasodilatação. Após uma avaliação mais detalhada dos dados de Lewis, porém, seguindo a obra de Knight e Londeree, revelou que o dedo controle foi mantido a 19ºC (provavelmente pela Tº da sala), e do dedo experimental subiu a 29ºC. A Tº normal do dedo é de 30 a 34ºC. Portanto, o dedo experimental se aqueceu até o normal mas começou a esfriar novamente sem sequer alcançar a Tº normal.

Lewis reconheceu que o Efeito Secundário ocorria apenas quando os dedos e a sala estavam em uma Tº inicial (muito mais frio do que o normal) adequada. Ele declarou que a vasodilatação reflexa requer, sem falha, uma Tº inicial adequada dos dedos e da sala, e que se os dedos estavam entre 32 a 34ºC (que era considerado quente, mas de fato era normal) no início da experiência, eles não responderiam ao estímulo (não haveria vasodilatação). Em outras palavras, em uma sala fria a Tº dos dedos ficaria abaixo do normal. Portanto, após remover o dedo da água fria, a Tº aumentaria muitos graus acima daquela do dedo de controle, conforme vai se aproximando do normal.

Knight e outros duplicaram o estudo de Lewis com a Tº da sala a 25ºC e a Tº inicial do dedo a 31,8ºC. Fez imersão por 40 minutos em água a 3ºC. 10 Minutos após a imersão a Tº subiu para 31,6ºC, após 20 minutos para 33,7ºC e diminuindo para 32,4ºC a 35 minutos após a imersão.

Outro importante problema, nos dados de Lewis sobre reabilitação de lesões, é que a vasodilatação parece estar limitada nos dedos da mão, do pé, face e partes do peito. Fox e Wyatt observaram que as áreas do corpo com mais tendência para vasodilatação eram aquelas com mais tendência a ulcerações. Concluíram que a vasodilatação era um mecanismo protetivo contra ulcerações, mas não durava.

Knight e outros também descobriram que, embora os dedos retornassem para a Tº normal bem rápido, a Tº do tornozelo subiu apenas 19,2ºC após a imersão em água a 3ºC por 40 minutos. Obras subsequentes confirmaram uma resposta mais lenta no tornozelo e no antebraço, e indicaram o reaquecimento do tornozelo e do antebraço em uma porção semelhante. Tanto o antebraço e quanto o tornozelo requerem um excesso de 2 horas e meia para voltar a 1ºC do membro contralateral.

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2)     RESPOSTA DE CAÇADOR DE LEWIS

A “Resposta de Caçador” é um aumento e decréscimo cíclico de Tº, observado primeiramente por Lewis. Ela sempre seguia uma diminuição de Tº inicial bastante grande. As mudanças de Tº, em geral, eram apenas de alguns graus, embora Lewis relatou que um indivíduo teve um acréscimo de 10ºC na Tº do dedo (2 para 12ºC). Muitos pesquisadores acreditam que a reação de “Caçador” ocorra pelo abrir e fechar de anastomoses arteriovenosas, conforme muda a atividade dos vasoconstritores químicos nos vasos sangüíneos.

A “Resposta de Caçador” foi aceita como um fenômeno geral, mas em outra pesquisa, Kinght e colaboradores falhou em demonstrá-la nos dedos dos mesmos indivíduos. Também Pestajan e Dalbe mediam simultaneamente alguns lugares nas mãos e nos braços. Descobriram que a “Resposta de Caçador” ocorre na superfície do dedo, mas não na superfície da eminência Tenar, no antebraço, nem mais ao fundo. A ausência da “Resposta de Caçador” no tecido profundo pode ser observada, também nos dados de outros pesquisadores.

A “Resposta de Caçador” pode não ser nada além de um erro de medida, porém causado pelo desenvolvimento de um gradiente termal próximo ao corpo, durante a imersão. Conforme o corpo libera calor para a água, ele aquece a água próxima ao corpo. Se a água não foi agitada, um leito bem fino de água poderá aquecer o suficiente para afetar a sonda de Tº. Uma vez que todas as medidas de Tº da superfície são de fato uma medida da Tº de interface, entre a pele e seu ambiente imediato, mudanças nas temperaturas da pele e da água se refletiriam nessa medida. Embora não tenha elaborado esse ponto, Lewis declarou que a extensão da reação de “Caçador” era maior se a água fria não fosse agitada.

Um pouco de estudo de Ninchik e Kinght estudaram essa hipótese. Tomaram Tº em alguns locais do pé e do tornozelo, durante uma imersão de 20 minutos em água fria. A água não foi agitada por 20 minutos, enquanto a Tº era medida regularmente. A água foi então agitada e novamente mediu-se a Tº. Em três lugares (no hálux, no Tendão Calcâneo e na base do 5º metatarso) a Tº média para 12 indivíduos a 20 minutos foi 1,0 ± 1,5ºC, mais quente do que a Tº mínima durante a sessão de 20 minutos. A agitação da água causou uma queda de 2,1 ± 2,8ºC.

 

3)     PESQUISA DE CLARKE, HELLON E LIND

Clarke e outros usaram a plestimografia para medir o fluxo sangüíneo do antebraço de quatro indivíduos, durante 45 minutos de imersão em água a 1,6 e 10ºC. A 10ºC as mudanças no fluxo sangüíneo eram variáveis, mas em nenhum caso houve um decréscimo ou aumento acentuado do fluxo sangüíneo pré-imersão medido à Tº da sala.

A 1 e a 6ºC houve um aumento gradual no fluxo sangüíneo, através do período de 45 minutos, sendo o aumento maior a 1ºC.

Como já mencionei antes, os resultados de Kinght e Londeree conflitam com os de Clarke e outros. Esses aplicaram pacotes na região lateral do tornozelo por 25 minutos. O fluxo sangüíneo foi medido com plestimografia 5 cm acima do Maléolo, e diminuiu progressivamente durante a aplicação de 25 minutos e ficou nesse nível de depressão por 20 minutos após remoção do pacote frio, e nesse período as medidas do fluxo ficaram descontínuas.

 

4)     DA DIVERGÊNCIAS RESULTARAM EM QUETIONAMENTOS

a – Porque nenhum dos indivíduos de Clarke sofreu uma vasoconstrição? Numerosos pesquisadores demonstraram que a reação inicial ao frio é uma vasoconstrição;

b – Há uma diferença na resposta do antebraço e a do tornozelo? Allwood e Burry descobriram que a Tº de 15 a 45ºC a resposta do fluxo sangüíneo era a mesma, embora a magnitude era maior no antebraço. Kinght e Elam observaram que 90 minutos após a imersão em água a 2ºC por 40 minutos, a diferença entre as Tº do membro experimental e contralateral do tornozelo e do antebraço estava entre 1ºC, embora as Tº absolutas eram 5 a 6ºC mais baixas no tornozelo.

c – A imersão completa na água causa uma resposta diferente da dos pacotes de gelo? Não se encontra pesquisa medindo o fluxo sangüíneo como resultado da aplicação do pacote frio, embora pareça que a imersão causaria uma diminuição maior no calor do que os pacotes frios; uma vez que uma proporção maior do membro está em contato com o meio frio, e também por que é mais potente condutora de calor do que pacote frio.

Dois outros estudos contradizem os resultados de Clarke e outros. Abransom e outros mediram o fluxo sangüíneo do antebraço durante a imersão em água a 4ºC por 90 minutos. O fluxo sangüíneo diminuiu até uns 45% do controle, e então, alternou aumentando e diminuindo entre esses níveis na duração do período de medida. O fluxo médio durante toda a experiência parece ser uns 60% do controle.

Knight e outros também mediram o fluxo sangüíneo do antebraço durante a aplicação dos pacotes frios e a imersão em banhos de água a 1,5ºC, 10ºC e 15ºC por 45 minutos. O fluxo sangüíneo médio era de 69% do controle, durante a imersão em água a 1ºC, 45% durante a aplicação do pacote frio e imersão em água a 5ºC e 10ºC e 25% durante a imersão em água a 15ºC. Houve uma vasoconstrição inicial em todas as condições.

Durante a condição a 1ºC, o fluxo sangüíneo diminuirá durante os primeiros 20 minutos, e então, aumentava subsequentemente. Houve certo aumento na condição a 5ºC também. Esses dados confirmam a pesquisa se Clarke e outros de que o fluxo é maior durante a imersão em água muito fria, mas não excede as condições de controle.

 

Sensação de Calor Durante Aplicação a Frio

            Durante as aplicações do frio, a maioria das pessoas referem geralmente quatro sensações:

1-     Dor;

2-     Aquecimento;

3-     Dor intermitente ou latejante;

4-     Adormecimento (uma relativa anestesia da pele);

A sensação de aquecimento foi atribuída à vasodilatação, e pensa-se que se corresponda à reação de “caçador”. Para poder determinar se era esse o caso ou não, Johannes e Kinght monitorizaram temperaturas de superfície e subcutâneas nos tornozelos de humanos durante imersão em água fria. Foi solicitado aos indivíduos que indicassem “quando” começassem a sentir calor e “quando” o adormecimento tivesse início. No momento em que os indivíduos começaram a referir a sensação de calor, não houve aumento de Tº. Pelo contrário, a Tº diminuía gradativamente durante a sensação de calor referida. Diante dessa perspectiva, os pesquisadores concluíram que o calor era mais uma sensação referida do que uma sensação fisiológica. Isso talvez poderia ocorrer devido a diminuição da sensação de dor.

Uma segunda explicação cabível para a sensação de calor estaria sendo pautada em cima da “Ausência de aumento de Tº” que é uma “Sensação Paradoxal de Calor”, ou seja, quando o abaixa a sua Tº em muitos graus. Isso também ocorre no outro extremo de Tº, ou seja, quando o tecido é submetido a um aquecimento intenso. Só que aí, ocorre uma “Sensação Paradoxal de Frio”. Essa explicação atual é apenas especulativa, porém carece de mais pesquisa sobre o assunto.

 

Hiperemia do Tecido Exposto ao Frio

            Alguns pesquisadores acham que o aumento do fluxo sangüíneo pela vasodilatação é a principal causa da hiperemia (vermelhidão) brilhante que ocorre durante o processo de aplicação do frio. Aleatoriamente, nós, absolvemos que a hiperemia do tecido exposto ao frio nada mais era do que uma reação vasodilatadora, provocada pela liberação de histamina. Mal sabíamos que o frio diminui a liberação dessa substância. Temos portanto, uma enorme confusão que só está se tentando explicar agora, através de duas alternativas propostas por Licht:

1)     Aplicações levam a um decréscimo muito maior no retorno venoso do que no influxo arterial, isto resulta em hiperemia arteriolar na pele, ficando a pele portanto mais vermelha;

2)     A diminuição do metabolismo tecidual durante as aplicações do frio, leva a uma diminuição da troca de oxigênio entre os tecidos e capilares. Essa troca resulta em sangue mais oxigenado (aperência mais vermelha) no sistema mais venoso da pele.

As observações de Lewis, Love, Gold Schmidt e Light confirmam a teoria (2), e levam Lewis e Lova a declararem que a tintura da pele à baixas temperaturas é altamente independente da proporção do fluxo sangüíneo.

 

Aumento da Proporção de Cura

            A técnica criocnética (uma das diversas técnicas crioterápicas) causou uma enorme agitação, porque os indivíduos que se trataram com ela, tiveram um retorno muito mais rápido às atividades normais de vida diária, comparando-se com o uso da termoterapia tradicional. Vimos que a base da termoterapia é de que as aplicações de calor causam um amento do fluxo sangüíneo, que por contiguidade lógica aumenta a retirada de materiais tóxicos do local da lesão e aumenta a liberação de matérias para reconstruir o tecido. O aumento aparente na proporção de cura devido à criocinética acrescentou combustível à chama da Teoria da Vasodilatação. Já que tanto as aplicações quentes quanto a criocinética aumentam a proporção de cura, e as aplicações quentes o fazem aumentando o fluxo sangüíneo, a dedução que parece bastante lógica seria de que também a criocinética aumenta o fluxo sangüíneo.

            O grande sucesso da técnica criocinética se deve ao exercício, que faz com que haja um estímulo enorme no aumento do metabolismo, porém, não ao frio. O único benefício do frio é que ocorre uma diminuição da dor, de forma que o exercício possa iniciar mais cedo e ser mais vigoroso. Em pesquisas feitas por Knight e Londeree, mostraram que o tratamento com a criocinética causa um aumento no fluxo sangüíneo maior do que o tratamento com o uso de calor.

            Uma grande quantidade de literatura abordando a vasodilatação obscureceu a importância do exercício na criocinética. Grant postulou que o exercício era a chave do sucesso clínico da criocinética, e que muitos dos defensores da vasodilatação relataram que o exercício devia seguir as aplicações a frio. Esse ponto deve ser muito enfatizado. Os valores encontrados na literatura para o aumento do fluxo sangüíneo induzindo pelo exercício, são muito maiores do que qualquer valor encontrado na literatura que resulte do calor ou de aplicação do frio, ou seja, há muito mais material de referência sobre exercícios e fluxo sangüíneo do que com o uso do calor e frio, associado ao exercício. Em pesquisa feita por Knight e Londeree foi revelado que o fluxo sangüíneo era muito maior durante a criocinética do que com pacotes frios ou quentes somente. Esses pesquisadores concluíram que o sucesso da criocinética se deve ao exercício, e que as aplicações do frio agem apenas para permitir um exercício relativamente livres de dor em uma articulação ou músculo lesado.

 

Prática Clínica – (Grande confusão)

            O conceito de vasodilatação levou a muitas confusões na prática clínica, tanto na sua aplicabilidade quanto à quantificação do seu teor real. O tratamento de lesões musculo-esqueléticas agudas inclui procedimentos de tratamento imediato para limitar a quantidade de edema e hematoma, e depois procedimentos de reabilitação para acelerar a resolução do hematoma do corpo e reparar o tecido lesado através da liberação de nutrientes essenciais.

 

Ineficiência na Reabilitação

            As condutas ineficientes no processo de reabilitação também podem ser frutos de um incorreto entendimento sobre a vasodilatação. A princípio, por muitas crenças de que as aplicações terapêuticas do frio levam a um aumento do fluxo sangüíneo, a um nível igual ou maior do que o causado pelas aplicações quentes. Os tratamentos que consistem apenas em massagem de gelo, imersão no gelo ou hidromassagem fria, estão sendo defendidos e usados em grande escala. Vimos que os terapeutas fazem do frio um fim e não um meio na sua terapêutica clínica. Isso nos leva a sérios problemas, pois como sabemos, sem exercícios os benefícios da crioterapia diminuem seriamente.

                As aplicações do frio apenas preparam a área lesada para o exercício, e o exercício é que promove a cura.

            Temos portanto, uma situação muito interessante. Por pensarmos que o frio causa a vasodilatação, nós o utilizamos de uma maneira e, que muitas vezes não é a conduta correta para o momento do tratamento. Reciclar tudo isso parte da melhora que poderemos obter quando traçarmos os nossos objetivos terapêuticos usando a crioterapia.

 

Conclusões

            Nathan declarou que as idéias precisam ser frutíferas, mas não necessariamente certas. Pode-se dizer o mesmo sobre a teoria de que a vasodilatação ocorre durante aplicações terapêuticas do frio. É uma idéia que vem provando ser falsa, mas têm sido frutíferas. Tem nos levado a uma boa compreensão da base fisiológica do frio e reabilitação, e portanto, tem servido bastante para nos orientar.

            Tomando-se por base as informações correntes disponíveis chegando às seguintes conclusões:

1)     A vasodilatação não ocorre durante ou após aplicações terapêuticas do frio;

2)     Durante os procedimentos de reabilitação o único propósito das aplicações a frio é facilitar o exercício físico. Isso é feito diminuindo a dor e os espasmo muscular, permitindo assim que o exercício comece mais cedo e progrida muito mais rápido;

3)     O exercício é a chave da reabilitação. Sem o exercício terapêutico executado corretamente as aplicações do frio vão impedir (diminuir), ao invés de promover a reabilitação;

 

 

 



publicado por fisio100 às 00:42
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Domingo, 8 de Outubro de 2006
Massagista, uma profissão em extinção

Relato de um médico desportista do Brasil, ligado ao futebol.

Texto  de João Paulo Medina

 

     "Este espaço, dedicado mais ao massagista do que a massagem (enquanto técnica), tem um valor simbólico. Esta profissão que desempenhou, durante décadas, um papel relevante no dia-a-dia dos jogadores e clubes de futebol, hoje passa por mudanças radicais. Vários colaboradores na montagem do conteúdo da Cidade do Futebol até questionaram o por quê de um Instituto só para falar de massagem. Alguns, inclusive, a vislumbram como uma profissão em extinção, pelo menos nos moldes em que vinha (e, em muitos casos, ainda vem) sendo praticada junto aos diversos clubes de diferentes portes por este Brasil afora. Não deixam de ter razão, mas, neste universo de mudanças do perfil das diferentes profissões, esta do massagista parece-me emblemática.

     Salvo as exceções, os massagistas dos clubes de futebol se transformaram muito mais em figuras folclóricas e até carismáticas, devido suas atitudes e posturas, do que referências na aplicação de técnicas científicas da massagem. Representaram, entretanto, como já foi frisado, um papel importante no ambiente diário de trabalho, muitas vezes mais como confidente, conselheiro, cúmplice dos jogadores de futebol, do que propriamente o profissional que se utiliza de técnicas que usam os toques manuais para proporcionar efeitos terapêuticos, estimulantes ou relaxantes nos atletas. Por eles tem passado
segredos que dariam inveja a qualquer terapeuta que tenta penetrar na mente de um jogador de futebol. Geralmente, estes profissionais especiais, sabem, intuitivamente, como lidar com as tensões, expectativas, frustrações e vaidades que circulam nos vestiários ou na "sala de massagens" (ou não seria mais um consultório sentimental terapêutico natural?) de um clube de futebol.

    Na verdade as atividades, digamos oficiais, da chamada massoterapia, aos poucos, vão sendo melhor desenvolvidas através de técnicas alternativas diversas ou de especializações como a fisioterapia, por exemplo, que consegue dar uma abordagem mais científica, se comparada à atuação geralmente apenas prática dos tradicionais massagistas. Neste aspecto temos que concordar que este tipo de trabalho, feito pelos massagistas, está com seus dias contados. Mas não só no futebol, pois o de numero de terapeutas com conhecimentos não só em massoterapia, e com diversas técnicas manuais, apresenta na sociedade um consumo inevitável.

     Portanto, mais do que nos concentrarmos na ciência da massagem nossa pretenção neste texto é refletir um pouco sobre a função que este profissional exerceu durante muito tempo e, ao mesmo tempo, prestarmos uma homenagem a estes personagens, até certo ponto anônimos, mas que deixaram sua contribuição ao futebol brasileiro e em toda sociedade brasileira.

     Creio, também, que poderemos nos ocupar da reflexão sobre as delimitações e limitações de cada área do conhecimento, através da figura emblemática do massagista, não raramente desprezado pelo seu pouco embasamento científico, entre outras características. Há ainda no futebol (e não só) uma visão bastante corporativa das diferentes profissões que, infelizmente, impede que se avance para abordagens mais interdisciplinares do fenômeno esportivo(*). Alguns profissionais agem como verdadeiros proprietários de determinados saberes, como se só a eles coubessem encontrar as soluções de determinados problemas. "

 




publicado por fisio100 às 20:29
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Histórico Profissional - Francisco Sousa

Prof. de Educação Física

- Formação em Educação Física na Escola Superior de Educação Física de Volta Redonda – Rio de Janeiro – Brasil, Dez. / 1984;

- Estagiário de Ed. Física na Câmara Municipal de Volta Redonda – Rio de Janeiro – Brasil – Jan. / Dez. 1984;

- Auxiliar de Preparação Física no Volta Redonda Futebol Clube – 1ª Divisão do Estado do Rio de Janeiro (categoria – juniores) em 1983;

- Auxiliar de Preparação do Siderantim Esporte Clube – 2ª Divisão do Estado do Rio de Janeiro (categoria – juniores) em 1984;

- Preparador Físico da Associação Atlética Portuguesa do Rio de Janeiro – 2ª Divisão do Estado do Rio de Janeiro (categoria Adulta) em 1985;

- Prof. e Coordenador de Educação Física (ginástica aeróbica, step e musculação) em diversos Ginásios do Rio de Janeiro – Brasil: Club Sauna (1985 a 1988), Academia de Ginástica Aerobic (1988 a 1994), Academia de Ginástica Ozônio (1990 a 1995), Academia de Ginástica Ipon (1990) e Nevada Praia Clube (1989);

- Prof. de Educação Física em Ginásios portugueses (ginástica localizada, aeróbica, step, Avaliador físico e musculação): Instituto Kosmos (2000 a 2004), Régua Gym (2000 a 2005), Gymnocastro (Castro Daire – 2005) e AgraClub – Fitness Center (Trofa – 2006);

– Avaliador Físico do Ginásio Londrino (Lamego – 2004 e 2005);

- Prof. e Coordenador do Programa Metropolitano de Condicionamento Físico e Avaliação Física da Associação Cristã de Moços (Mocidade) (YMCA) do Rio de Janeiro – Brasil (1990 a 2000) (Avaliação Física, Ginástica, Hidroginástica e Musculação);

- Introdutor da Metodologia Metropolitana da YMCA – Rio de Janeiro de Periodização na Ginástica em Grupo, com a finalização do livro “Periodização na Ginástica”.

- Várias formações no Brasil e Portugal na área do fitness;

-Actualmente Prof. de Educação Física do Ensino Básico da Câmara Municipal da Trofa;

Fisioterapeuta

- Formação na Faculdade de reabilitação da Associação Social da Criança Excepcional (FRASCE) – Rio de Janeiro – Brasil – (1990 a 2000);

- Director do Gabinete de Fisioterapia na Ilha do Governador – Rio de Janeiro, Brasil (1995 a 1997);

- Estágios em algumas Clínicas do Rio de Janeiro: Clínica Orthos, Sotil (Sociedade Ortopédica e Traumatológica da Ilha do Governador) e Clínica Centrotrauma;

- Fisioterapeuta do Jequiá Iate Clube, Basquetebol da 1ª Divisão (categoria adulta) do Estado do Rio de Janeiro (1992 a 1995);

- Fisioterapeuta da Associação Atlética Portuguesa do Rio de Janeiro, Futebol (categoria adulta) na 1ª divisão do Estado do Rio de Janeiro (1991);

- Fisioterapeuta da Associação Desportiva Castro Daire, Futebol (categoria adulta), 3ª divisão Nacional Portuguesa (2004/2005);

- Fisioterapeuta da Policlínica Nossa Sra. dos Remédios – Lamego, Portugal (2000 a 2003);

- Fisioterapeuta da Clínica Douralto – Peso da Régua, Portugal (2003 a 2005);

- Formador no Curso de Ajudante de Fisioterapeuta e Hidrobalneoterapia, Termas do Carvalhal, Castro Daire – Portugal (2004);

- Formador no Curso de Ajudante de Fisioterapeuta e Hidrobalneoterapia, Termas de São Pedro do Sul – Portugal (2005);

- Director técnico da Optiforma – Centro de Estética e Fisioterapia do Cartaxo – Portugal (2005);

- Fisioterapeuta do Gabinete de Fisioterapia de Castro Daire – PREVINE (2005);

- Fisioterapeuta Coordenador da Açorclínica – Clínica de Reabilitação Física e Medicina Desportiva, Clínica Bom Jesus - Ponta Delgada – Açores. (2005 / 2006);

- Fisioterapeuta responsável da Clínica de Reabilitação Física Mónica Duque – Valongo (2006);

 



publicado por fisio100 às 16:55
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Fisioterapia Desportiva
A Fisioterapia, é um programa dinâmico de exercícios prescritos para prevenir ou reverter os efeitos deletérios da inactividade enquanto o indivíduo recupera seu nível precedente de competição. Diferentemente da reabilitação convencional, na qual o retorno completo da função poderá não ser possível, a reabilitação atlética combina o exercício e as modalidades terapêuticas com a finalidade de restaurar os atletas ao seu nível normal de actividade. A reabilitação atlética não inclui apenas a restauração completa do desempenho irrestrito, mas se esforça também para um nível de condicionamento maior do que o nível que o atleta possuía antes da lesão. Terá que levar em conta força muscular, potência, flexibilidade e resistência (endurance), assim como equilíbrio, propriocepção, momento apropriado e desempenho cardiovascular. Cada programa de reabilitação deve ser individualizado de forma a atender as necessidades individuais de cada atleta.
A fisioterapia desportiva, ou reabilitação atlética abarca principalmente a restauração das estruturas músculo-esqueléticas traumatizadas. Só raramente uma lesão é tão leve a ponto de tornar desnecessária alguma forma de reabilitação, e, como regra, quanto mais séria for a lesão, mais prolongada e necessária será a reabilitação. A eficácia da fisioterapia no período de recuperação, tanto após uma cirurgia quanto após um traumatismo, geralmente determina o grau e o sucesso da futura competição atlética. Além do mais, as lesões sofridas durante a participação atlética são em geral, produzidas em circunstâncias inerentes ao desporto específico: portanto, o atleta pode ficar exposto a um traumatismo recidivante idêntico, o que torna mais provável uma nova lesão. Esse potencial para sofrer uma nova lesão torna necessário um tratamento fisioterápico exaustivo e completo.
Em qualquer lesão, ocorrem eventos fisiológicos específicos em resposta ao traumatismo. Cabe ao fisioterapeuta reduzir a gravidade desses efeitos fisiológicos, optimizar o tempo de cicatrização e devolver o atleta à competição o mais cedo possível sem comprometer seu bem-estar. Os objectivos de todo o programa de fisioterapia incluem:
1)     Redução da dor;
2)     Redução da resposta inflamatória ao traumatismo;
3)     Retorno da amplitude activa de movimento plena e isenta de dor;
4)     Redução do derrame;
5)     Retorno de força, potência e endurance muscular plena;
6)     Retorno às actividades funcionais assintomáticas plenas no nível pré-lesão;
     Tumefação, dor e espasmo podem inibir a instituição precoce de um programa de fisioterapia. O uso de várias modalidades pode ser essencial no controle e na redução dessas respostas, permitindo ao atleta iniciar precocemente os exercícios de amplitude de movimento e de fortalecimento. No entanto, a modalidade propriamente dita nunca é considerada a cura para a maioria das lesões atléticas. Apenas através do exercício terapêutico será possível recolocar a parte ou as partes corporais lesadas em seu nível pré-lesão. Se um programa de reabilitação não for instituído em combinação com as modalidades terapêuticas, o ciclo da lesão poderá prosseguir.
    O exercício precoce é essencial para a reabilitação. Os atletas podem aprimorar sua condição física em cerca de 1% ao dia, enquanto perdem de 3% a 7% de sua aptidão diariamente quando permanecem totalmente inactivos. Portanto, quanto mais longo o período de tempo durante o qual o atleta permanece inactivo, mais longo será o período necessário para completar o programa de reabilitação. O uso apropriado do exercício pode acelerar o processo de cicatrização, e a falta de exercício durante os estágios iniciais da reabilitação pode resultar em incapacidade permanente. Algumas limitações poderão ser necessárias para proteger um reparo cirúrgico ou permitir que ocorra a cicatrização adequada da lesão. As condições ideais para a cicatrização dependem de um equilíbrio delicado entre a protecção contra o estresse e o retorno à função normal no período mais precoce possível.
      Cada programa de fisioterapia deve ser individualizado; não existe um programa de reabilitação do tipo “livro de receitas culinárias” para todas as lesões e que possa ser adoptado para todos os atletas. Um programa de fisioterapia deve ser elaborado de forma a atender as necessidades do atleta, abordar as deficiências específicas e a levar em conta as demandas funcionais específicas do atleta para cada actividade desportiva, em vez de encaixar o atleta em um determinado plano de tratamento.
     Os objectivos gerais da fisioterapia já foram mencionados. Antes de iniciar um programa de reabilitação, o fisioterapeuta, o técnico e o atleta deverão elaborar um conjunto de objectivos a curto, médio e a longo prazo baseados na lesão do atleta ou no procedimento cirúrgico realizado e na necessidade da competição. O uso do protocolos de reabilitação preestabelecidos como diretrizes para a progressão do atleta através do programa de reabilitação pode ser valioso. Os protocolos deverão fundamentar-se em princípios derivados da pesquisa sobre o tempo de cicatrização e cinemática articular. Os objectivos podem ser delineados em relação à amplitude de movimento, à sustentação do peso e à progressão dos pesos nos exercícios com resistência progressiva. Entretanto, os protocolos de reabilitação são apenas diretrizes e os indivíduos toleram a dor diferentemente e cicatrizam com ritmos variáveis. O avanço da reabilitação no atleta deverá basear-se na avaliação diária do fisioterapeuta quanto aos relatos subjectivos e achados objectivos. A progressão de uma fase para outra somente deverá ocorrer depois que o atleta alcançou os objectivos esboçados na fase actual.
 
Fisioterapeuta  - Rafael Gatto - Sport Club Lamego
Fisioterapeuta e Prof. Ed. Física - Francisco Sousa


publicado por fisio100 às 16:24
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Sábado, 7 de Outubro de 2006
A consulta a um fisioterapeuta (Licenciado)

     Numa abordagem que combina exercícios, massagens e manipulações articulares, a fisioterapia pode ser uma das formas mais eficazes de tratamento para a dor nas costas. Geralmente é preferível à cirurgia (último caso), e mais benéfica do que ingestão de medicamentos.

     O ideal seria, que a consulta inicial fosse marcada pelo médico para realizar o diagnóstico, pois um fisioterapeuta não pode solicitar alguns recursos de investigação, que é de exclusividade dos médicos. Mas como vimos anteriormente, este processo pode se dar início com o fisioterapeuta (licenciado)

      Antes de iniciar o tratamento, o fisioterapeuta fará um exame completo da coluna e das funções a ela relacionadas. Solicitará um histórico completo de seus sintomas e depois examinará. Observará seu modo de caminhar, de permanecer de pé e de se sentar. Seu exame preliminar é muito semelhante ao exame médico,  o que diferencia é a continuidade no atendimento de reavaliação e evolução.

      Embora todos os fisioterapeuta (licenciados) tenham treinamento adequado para dar início ao atendimento. Seu médico o encaminhará ao departamento de fisioterapia da clínica, do hospitalar ou até particular. Se você já houver recebido tratamento de um fisioterapeuta e o problema houver retornado, como já vimos, não há problema em consultar directamente ao fisioterapeuta.

     As ferramentas principais de um fisioterapeuta são as mãos: ele pode ser capaz de tratar seu problema de coluna simplesmente usando massagem, tracções e manipulação vertebral. Todos os fisioterapeutas (licenciados) são treinados em alguns métodos de manipulação. Os Métodos Maitlands e Cyriax são os mais comuns. Há também um número cada vez maior de equipamentos de electroterapia, tanto para tratamento quanto para diagnóstico à disposição dos fisioterapeutas.

OBS : Os resultados podem não ser satisfatórios se o profissional não tiver qualificação para utilizá-los. O que acostumamos observar com frequência, são técnicos que aprendem em tempos recordes a utilizar estes aparelhos, apenas repetem a rotina de ligar, colocar e retirar, além de que, muitos colegas fisioterapeutas se acham "  cinestioterapeutas ", só utilizam as mãos. A verdade que o fisioterapeuta é o profissional que realiza terapia através de meios físicos, portanto, o profissional mais indicado a utilizar estes aparelhos.

      Na outra face da moeda , infelizmente, muitas pessoas, e até com formação na área da saúde e médica, acreditam que a massagem e as manipulações vertebrais não são científicas. Suas opiniões encorajaram algumas  clínicas a negligenciarem essas técnicas para favorecer o uso de equipamentos electrónico, com o objectivo de conquistar o agrado dos utentes, e a serem mais económicos com o tempo gasto com o utente.

      Portanto, acredito firmemente que as técnicas da terapia manual (massagens, manipulações, tracções e etc.) são bastante benéficas, e que os dispositivos electrónicos modernos, quando bem aplicados, oferecem um suporte importantíssimo na conduta pré-cinesioterapeutica (antes do início dos exercícios). 

Pois, fisioterapia sem exercício, por mais simples que seja este exercício, é que nem carro sem rodas, não anda.

1 Gde Abraço,

Francisco Sousa

 



publicado por fisio100 às 15:56
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Quarta-feira, 4 de Outubro de 2006
Quanto mais directo o acesso ao fisioterapeuta melhor...

    

     O acesso directo elimina, muita das vezes, a carga excessiva de visitas desnecessárias e marcações duradouras aos serviços médicos. A exigência de filtração de consultas ao fisiatra pode causar atrasos, e até, negações de serviços fornecidos por fisioterapeutas.

    São aqueles casos em que o paciente vai a um especialista, por exemplo: o Ortopedista, do qual este realiza uma consulta sem indicar fisioterapia, por medo de perder um paciente ao fisiatra, ou quando indica, o paciente marca uma nova consulta,  gastando tempo e dinheiro. Todo este transtorno leva o paciente a procurar outros meios, mas no caso dos fisioterapeutas licenciados, estes sim, recebem instruções extensiva e treinamento clínico para poder praticar sem indicação.

    Este atraso no atendimento fisioterápico implica custos elevados aos pacientes, com resultados funcionais diminuídos e prolongados, e com isso uma enorme frustração dos pacientes. Sendo que, quanto mais directo for o acesso ao fisioterapeuta melhor é o resultado da reabilitação, sobretudo em custo/benefício.

    O acesso directo aos fisioterapeutas não promove a super utilização e nem aumenta o custo do cuidado à saúde. Um estudo da Associação Americana de Fisioterapia (AFTA), sobre custo/benefício do acesso directo aos fisioterapeutas, encontrou que os gastos do paciente para as visitas de fisioterapia eram 123% mais altas, quando os pacientes eram primeiro vistas por outros médicos (Deixa eu repetir, um custo de 123% a mais), do que quando foram a um fisioterapeuta licenciado directamente.

     Os fisioterapeutas licenciados são bem qualificados para fornecer atendimentos, e ainda, têm um completo conhecimento para poder realizar uma avaliação criteriosa inicial, prescrever e revisar todo o tratamento fisioterápico .

      Actualmente 36 estados norte-americanos têm alguma forma de acesso directo do paciente para o fisioterapeuta licenciado. As seguradoras e os Conselhos Estaduais americanos afirmam que o acesso directo não compromete a saúde, a segurança, ou o bem-estar dos utentes que procuram os serviços dos fisioterapeutas sem indicação do médico  (segundo AFTA - www.afta.com ).

     A Organização dos Serviços de Promoção da Saúde, o principal instrumento regulador da responsabilidade dos fisioterapeutas nos Estados Unidos, encaminhou em 22 de Março de 2001, um documento relatando que "o acesso directo não é um factor de risco para seleccionarmos especificamente em nosso programa, porque não impactou negativamente, e forma alguma, em nossa experiência se solicitações de fisioterapia".

     Basta agora você cidadão decidir e procurar reconhecer quem são os fisioterapeutas licenciados. Exijam a Cédula Profissional.

 



publicado por fisio100 às 11:17
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Domingo, 20 de Agosto de 2006
Respondendo perguntas

Exercícios com pesos (musculação) faz mal a coluna e articulações?

     Ao jogarmos uma partida de voleibol, futebol, basquetebol, ou até, praticarmos o judô enfim, em qualquer desporto, existirão vários momentos nos quais estaremos colocando em risco a integridade da nossa coluna vertebral e articulações. Obviamente nestes momentos não estamos preocupados com a nossa coluna ou articulações.

     No caso da musculação, quando bem orientada, e é claro, por um Prof. de Educação Física (que por muitas das vezes não é) que deverá estar atento ao posicionamento do seu aluno ao executar um exercício, afim de evitar ao máximo qualquer tipo de lesão mio-ósteo-articular . Mas primeiramente, ao se entrar num ginásio, o aluno deverá executar uma Avaliação Funcional que provavelmente constará de uma Avaliação Postural. Esta avaliação inicial deveria ser obrigatória, porque é de suma importância na programação dos exercícios adequados e na determinação dos exercícios inadequados (que devem ser evitados).

     Musculação bem orientada, é uma das actividades mais seguras, e que menos mal faz a coluna vertebral, e dependendo do caso, pelo contrário pode ajudar na compensação de vários problemas posturais.

Francisco Sousa

É verdade que se aplicarmos crioterapia antes do US , a terapia poderá ser mais profunda?

Sim, pois o gelo faz com que as estruturas se comprimam, assim torna a menor absorção do US na superfície. A aplicação ultra-sónica consiste em provocar certo grau de aquecimento tecidual , portanto, decida-se: aquecimento ou resfriamento que queres objectivar . Caso utilize o Ultra-som após a crioterapia , utilize com efeito mecânico e menos térmico pulsátil ).

Que tipo de Ultra-som deve ser usado: pulsado ou contínuo?

Contínuo eleva mais a temperatura do tecido, e o pulsado diminui os efeitos térmicos;

Os efeitos não térmicos do US incluem a estimulação da regeneração dos tecidos moles e restauração óssea, aumento do fluxo sangüíneo, mudanças no metabolismo das células e promovem alívio da dor.

Observa-se que o modo contínuo aumenta a expansibilidade em estruturas ricas em colágeno, aumenta na mobilidade articular, diminui o espasmo e a dor, aumenta o fluxo sangüíneo e dá velocidade de condução nervosa, produzindo ainda, reações inflamatórias medianas (liberações histamínicas).

 

 



publicado por fisio100 às 15:19
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Quinta-feira, 17 de Agosto de 2006
Avaliação Funcional em Ginásios

Formação na Academia Aerobic - Ilha do Governador - Rio de Janeiro (26/06/1993)

Prof. e Fisioterapeuta - Francisco Sousa (Formador)

"TESTE DE FORÇA"

"Realiza-se análise de regressão para cada exercício, sendo deduzidas equações para o cálculo do ICR (Índice de Carga Relativa).

Força Absoluta Kg )  = Força Relativa

Peso  Corporal

Peso Corporal   = ICR

Força Absoluta

Descrição do Estudo:

1) Amostra: 122 indivíduos, ambos os sexos, entre os 18 a 55 anos;

2) Exercícios selecionados: Flexão/extensão de braço, Puxada na barra, abdominal (fle.total do tronco) e agachamentos (completo);

Metodologia do Teste

- Carga máxima avaliada;

- Teste por repetição máxima;

- Pesagem dos pesos;

Foi estabelecida uma interdependência entre o > nº de repetições para cada exercícios e o ICR da musculatura envolvida;

ICR

- Barra = 46,28 - (nº de rep.) 

                       45,94

 Execução: braços na linha do ombro, pegada em pronação, angulação total e tem que passar o queixo.

- Flexão = 87,18 - (nº de rep.)

                             82,29

- Abdominal  = 281,42 - (nº de rep.)

                                     287,1

Execução: Braços cruzaods sobre o tronco e flexão do tronco completa;

- Agachamento = 212,58 - (nº de rep.)

                                      206,63

Execução: agachamento completo, mãos na nuca, quadril até o calcanhar";

Pesquisa - Prof. Wallace David Monteiro

COMPOSIÇÃO CORPORAL

"Não existe um método pereito"

Laboratoriais - Direto (dissecação)

                          - Indireto (contagem de k40 - potássio 40, densimetria, água - corporal total);

                          - Duplamente indireto (antropometria e impedância);

Gordura Corporal -   Essencial  (impossível de medir no interior da medula e estruturas);

                                     Armazenada (mede-se com compasso de dobras);

Massa Corporal Magra -  Peso ósseo;

                                              Peso residual;

                                              Peso muscular;

Gorduras:  - Andróide - caracteriza-se por apresentar > nº de problemas internos, cardíacos e diabetes e etc;

                    - Ginóide - Caracteriza-se por gordura não centralizada;

% de Gordura através da Perimetria

Vantagens: - Método barato, grande aceitação pelos alunos, correlacionamento com o método de laboratório;

Desvantagens: Medida associada com músculo e osso incoerente, não válido para muitos fortes ou magros (grande margem de erro);

% de Gordura através da Dobra Cutânea - Pollock

% Gord.  =  [(4,35 / Db ) - 4,5 ] x 100

Masc.- Densidade Corporal = 1,1093800 - 0,0008267 (x1) + 0,0000016 (x1)2 - 0,0002574 (x3)

Fem.- Densidade Corporal = 1,0994921 - 0,0009929 (x2) + 0,0000023 (x2)2 - 0,0001392 (x3)

        x1 = somatório D.cutânea ( peitoral + abdominal + coxa)

        x2 = somatório D. cutânea (tríceps + supra ilíaca + coxa)

        x3 = idade em anos

Fracionamento da Massa Magra

Peso Ósseo

PO = 3,02 (H2 x R x F x 400)0,712 kg

H = estatura em metros;

R = diâmetro biestilóide do Rádio em metros;

F = diâmetro biepicondiliano do Fêmur em metros;

Avaliação do Sistema Energético Aeróbio

Componente Central: Débito cardíaco e volume sistólico;

Componente Periférico: Diferença arterio-venosa;

OBS. O ergômetro deve respeitar estes componentes.

Características do teste:

Máximo: exaustão voluntária máxima (consumo máximo de  O2). O teste é interrompido por um sinal ou sintoma;

Submáximo: é interrompido por padrão pré-estabelecido em FC alvo em torno de 85 a 90% da FC máxima, ou de 170 bpm, por questão de segurança, ou por tempo estabelecido. (Ex: 3' e 6' de banco, ou bicicleta 10', etc);

obs: A freqüência cardíaca de recuperação não é o melhor parâmetro para se verificar o condicionamento do indivíduo.

Esforços:   Única Carga

                    Várias cargas

Presença ou Ausência de pausas:  Contínuo (mais utilizado em ginásios);

                                                                 Descontínuo;

Características dos Testes Submáximo:

1) Não são utilizados com objetivos diagnósticos;

2) são utilizados para estudos de grandes massas populacionais;

3) Utilizados para acompanhar o estado funcional de:

                                 - tenham submetidos a testes de esforço máximo (fim de diagnóstico);

                                - pessoas que não tenham que realizar diagnóstico (- de 35 anos);

4) 1 a 3 cargas geralmente;

5) Foram elaborados para deliniar FCs entre 110 e 150 bpm;

6) são mais comumente aplicados nos bancos e bicicletas;

7) Partem do princípio que um indivíduo mais treinado alcançará uma menor FC submáxima, padrão para qualquer nível de carga;

Obs: O Teste do Banco de Harward surgiu para observar o condicionamento físico dos soldados, se estes estavam aptos ou não para enfrentar a guerra;

Cuidados:

Bicicleta: - Calibragem

                 - Altura do banco e guidom;

                 - Pedaleiras;

                 - Velocidade da pedalada (ritmo);

                 - Volta à calma;

Banco: - superfície (áspera);

              - Ritmo de trabalho (pode ser gravada uma fita);

              - Mecânica do trabalho (extensão completa do joelho);

Tapete (esteira): - Adaptação;~

                               - Apoio dos braços no suporte (pode aumentar o valor do VO2máx. em 40%);

                               - Interruptor do teste (segurança);

                               - Volta à calma;

 

Bicicletas

TAURUS:  O coração bombeia o sangue em menor débito cardíaco, devido ao posicionamento dos MsIs, portanto a FC não é estimulada suficiente e há aumento da resistência para componente periférico, com isso, a sobrecarga para os MsIs é um pouco maior;

TESTE DE FRED KASH

Teste Submáximo - protocolo consiste em subir 3' em banco de 30 cm de altura, ritmo de 24 subidas por minuto (96), a FC é aferida após a interrupção;

PROTOCOLO DE NAGLE ET AL

Teste de Banco e Máximo - subir 30 vezes por minuto, o teste inicia-se com 12 cm para homens e 8 cm para mulheres. A cada 2' aumentar a altura do banco em 4 cm, considera-se como carga final a última completada.

VO2máx = 0,875 x altura (cm) + 7,00 (mlKg-1min.-1)

PROTOCOLO CELAFISCS

Bicicleta - submáximo

1) Duração 8' = 2 cargas após 4 minutos;

2) Ritmo = 50 rpm (pedalada - 18 vel.);

3) Carga para o teste: 

                  - 1ª carga - Criança e sedentário = 25 w

                                    - Atletas e jovens = 50w

                  - 2ª carga - 4% do peso corporal - expresso em Kg

4) 2º minuto : FC < 120 bat/min. -  + 25 w e volta a executar os 4 minutos;

5) Cálculo do VO2máximo = FC final

Obs: Bicicleta Monark: Cada ponto Kp corresponde a 12,5 w;

 

TESTE DE PISTA (Campo)

Cooper 1,5 milha: VO2máx. = D (m) x 60 x 0,2 + 3,5

                                                            duração (seg)

Cooper 12 minutos (clássico):    VO2máx.  =  D (m) -  504

                                                                                       45

Teste 1600m (1 milha):

Tempo (min.)                  /        Classificação       /      VO2máx. ml Kg .min.

20:00 a 14:30                 /                 1                     /           22 a 28

14:30 a 12:00                 /                 2                     /           28 a 32

12:00 a 10:00                 /                 3                     /           32 a 28

10:00 a 08:00                 /                 4                     /           38 a 46

08:00 a 06:30                 /                 5                     /           46 a 55

06:30 ou menos            /                 6                     /           55 acima

Caminhada 1600 m

VO2máx. = 132,853 - (0,0091 x PC) - (0,0257 x idade) + (0,5955 x sexo) - (0,224 x t1) - (0,0150 + FC1 - 4)

PC = Peso Corporal

I = Idade

Sexo = zero para mulheres e 1 para homens;

t1 = tempo para caminhada de 1 milha, enunciado em minuto e centésimo de segundo);

FC1-4 = FC em bpm, no final dos últimos 400m;

Interpretação dos Resultados

- População avaliada;

- Hereditariedade;

- estado de Treinamento;

- Sexo;

- Ergômetro utilizado;

- Objetivos com a prescrição de exercícios;

 

Teste para o Limiar Láctico (Anaeróbio)

     4 mM/l (lactato) foi preconizado como limiar láctic, porque verificou-se que ao chegar a este limiar de lactato, após esta unidade, há um aumento abrupto de lactato, e está correlacionado mais ou menos em trono pra sedentário na FC 140bpm e em treinado Fc 180bpm;

Aproximadamente: - menor de 2mMol/l  =  110 a 140 bpm (aeróbio);

                                   - + ou - 2 mMol/l  =  140 a 160 bpm (endurance extensivo);

                                   - 3 a 4 mMol/l  = 160 a 180 bpm (endurance intensivo);

                                   - 4 a 10 mMol/l  =  > 180 bpm (intervalado anaeróbio);~

 

Teste dos 3200 m

VO2máx. =  118,4  -  4,77  x (tempo nos 3200m)

VO2máx. (2,0 mMol)   =   118,8  -  4,867  x  t

VO2máx. (2,5 mMol)   =  108,05  - 4,432  x  t

VO2máx. (4,0 mMol)   =  122,0  -  5,130  x  t

              

 Velocidade máxima  =  498,0  -  18,84  x  t

Vel. 2,0 mMol  =  497,3  -  21,56  x  t

Vel. 2,5 mMol  =  504,4  -  21,54  x t

Vel. 4,0 mMol  =  509,5  -  20,82  x  t

 Vel.  = velocidade de treino

mMol = MiliMol (concentração de ácido láctico)

VO2máx. = ml . Kg -1. min-1

Potência Anaeróbia  (10 saltos)

AAPU  =  Distância  x  Peso Corporal

                               tempo

RAPU  =         AAPU        

                     Peso Corp

AAPU = Unidade Absoluta de Potência Anaeróbia

RAPU  = Unidade Relativa de Potência Anaeróbia

 

TESTE DE COOPER

Metros / min. = 5 VO2 - 30 (segundo Margaria)

VO2máx.  =  distância  -  504,09            (segundo LABOFISE)

                             44,78

Metros  =  5  .  tempo  (VO2  -  6)         (segundo Cooper)

Pulso máximo. O2  =         VO2máx                 

                                         FC. máx no teste    (Avalia a quantidade de O2 absorvida em cada sístole)



publicado por fisio100 às 22:04
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